Seu agente não tem como aprender que está errado.
Ele tem como lembrar, que é outra coisa. Memória guarda o que foi dito. Disposição muda o que ele faz quando um gatilho aparece — antes de responder, não depois de errar.
Medimos o custo de corromper essa rede antes de oferecê-la. Ela aguenta cerca de 20% de conluio e colapsa em 50%. Está na tabela mais abaixo, junto com as três hipóteses nossas que a medição matou.
1. O problema, em uma linha de log
Quem trabalha com agente todo dia conhece a cena: você corrige, ele concorda, e na sessão seguinte repete. A saída comum é despejar um arquivo de regras cada vez maior no projeto — e assistir metade ser ignorada, porque tudo tem o mesmo peso e nada tem gatilho.
memória → o agente LEMBRA do que foi dito
disposição → o agente MUDA o que faz quando um gatilho aparece
A segunda linha é o produto. A primeira é infraestrutura para chegar nela.
2. Como a camada local decide o que carregar
Nada é apagado. O que perde relevância decai e sai do orçamento de contexto — continua no banco, fora do retrieval. Esquecer sem apagar é o que permite voltar atrás quando uma decisão antiga volta a importar.
decaimento 0.5 ^ (Δt / H) # meia-vida H por TIPO de memória
score 0.35·confiança + 0.30·relevância + 0.20·frequência + 0.15·recência
grafo aresta = Jaccard das palavras-chave
espalhamento de 1 salto, fator 0.35
| tipo | meia-vida | tipo | meia-vida |
|---|---|---|---|
state | ~6 horas | insight | 120 dias |
trigger | 45 dias | preference | 240 dias |
pattern | 60 dias | context | ~10 anos |
O roteador trabalha com orçamento, não com "traga tudo que parece relevante":
| camada | regra | comportamento |
|---|---|---|
| pinada | é disposição, ou confiança ≥ 0,9 e confirmada | entra sempre, mesmo com score baixo |
| contextual | score ≥ 0,15 | preenche o resto do orçamento |
| arquivo | score < 0,15 | existe no banco, fora do retrieval |
Antessala: entra linha, não arquivo
Lição nova não vira regra na hora. Ela entra numa antessala e só é promovida por recorrência — duas ocorrências em sessões distintas. O critério é repetição, não intensidade: erro dramático que acontece uma vez é episódio, não regra. É o que impede o conjunto de disposições de inchar com aprendizado de ocasião.
18 testes cobrem as quatro camadas, sem banco.
3. A rede: só o alerta atravessa
Agentes diferentes, de pessoas diferentes, não deveriam trocar conhecimento — é específico de contexto, muitas vezes privado, e envelhece. Modo de falha atravessa. "Essa classe de bug morde todo mundo" é verdade em qualquer projeto.
Por isso o que circula tem gramática fechada:
QUANDO <gatilho> · VERIFICAR <tipo> · ANTES DE <conclusão>
Fechada de propósito: a mensagem é montada a partir de enumerações, então texto livre de terceiro nunca chega ao modelo de ninguém. Validação por quórum de k entre n participantes sorteados, que enxergam hash — não o conteúdo.
Por que isso não vem separado
Uma flag precisa de um sistema local que reconheça o gatilho no contexto atual, tenha orçamento para decidir se carrega, e tenha onde registrar recorrência antes de promover. Sem essa camada, a flag é uma linha de texto num arquivo. Com ela, dispara. O acoplamento é estrutural, não comercial.
4. O que está medido
Tudo abaixo saiu de simulação com semente fixa e é reproduzível. Nenhum número aqui descreve o mundo — descrevem o protocolo sob um modelo declarado.
4.1 · Contra erro correlacionado, comitê maior não resolve
| regime hostil | cobertura | precisão |
|---|---|---|
| k=7 uniforme | 0,95 | 0,592 |
| k=7 estratificado | 0,88 | 0,829 |
| k=15 uniforme | 0,93 | 0,688 |
| k=15 estratificado | 0,89 | 0,826 |
Dobrar o comitê recupera pouco (0,592→0,688). Estratificar por procedência recupera muito (0,592→0,829). Custo: cobertura cai de 0,95 para 0,88 — troca-se vazão por precisão.
4.2 · Custo de corromper — o número que é a alegação de segurança
| cartel | 0% | 10% | 20% | 33% | 50% |
|---|---|---|---|---|---|
| precisão | 1,000 | 1,000 | 0,985 | 0,785 | 0,211 |
Margem prática ≈ 20% da população. Não dizemos "seguro": dizemos onde quebra.
4.3 · A falha é por omissão, não por corrupção
Com 40% de normalização ruim, a cobertura cai para 0,93 e a precisão permanece 1,000. Discordância falsa impede o quórum — e o que não fecha quórum não entra errado. É a propriedade de projeto que mais importa: falha fechada.
4.4 · Reputação que rastreia competência sem ver a verdade
Reputação aprendida apenas por concordância acompanha a competência real com correlação de postos +0,81, sem jamais observar o resultado correto.
5. Três hipóteses nossas que a medição matou
Por que isto está numa página de produto
Porque é o que separa uma alegação de um resultado. Estas três eram nossas, e estavam erradas.
1. "Copiar consenso degrada a precisão." Errado. Num mundo de competência 0,45, copiar uma tabela de precisão ~0,5 melhora — bate derivar mal sozinho.
2. "Marcar o eco protege a calibração." Errado também, e pior: com a marca ingênua o sistema ficou mais mal calibrado.
3. Terceira versão, medida: a marca funciona — mas só com encolhimento. Descartar o eco encolhe a evidência restante; renormalizar sobre os sobreviventes faz dois relatos concordantes virarem confiança 1,00. Encolher pela amostra independente derruba o erro de calibração de 0,334 para 0,128 a 75% de contaminação.
Um detalhe de como se normaliza uma razão move o erro de calibração em 2,6×. É o tipo de coisa que só aparece medindo.
6. O que ainda não sabemos
Lista honesta, não ressalva de rodapé:
- aberto Um conjunto de parâmetros por célula, semente fixa. Os números são pontuais, não estimativas com intervalo de confiança.
- aberto Sybil entra no modelo como fração pronta, não como processo de entrada na rede. Entrada barata, reputação inicial e tempo de maturação ainda não são parâmetros.
- aberto Sem custo, latência, disponibilidade ou incentivo econômico no modelo.
- aberto A transição de fase entre 20% e 50% de conluio não foi varrida em detalhe — sabemos que existe, não sabemos onde exatamente.
- aberto Rede com um nó vale zero. A camada local precisa valer sozinha, com a rede vazia. É assim que ela é oferecida.
7. Onde isso vive
A camada local se instala num projeto e passa a trabalhar com o agente que você já usa. A rede é servida: não há artefato que rode solto no disco de ninguém, e é por isso que a gramática fechada consegue ser garantia, e não promessa.
Está em uso e em evolução dentro do ecossistema Nexus. Se você trabalha com agentes e quer acompanhar — ou testar quando abrir — escreva.
Números desta página: simulação de quórum e arquitetura de memória, execuções de agosto/2026. Reprodutíveis por semente fixa.